
Era meia-noite e meia e Tomas saiu para caminhar, acabou sentando em um banco numa praça não muito longe de sua casa.
O ar estava perfumado com o aroma das flores, e as poucas árvores que ali continham traziam uma brisa confortante naquela madrugada quente. Tudo estava em silêncio, calmo, como ele diria.
Aos poucos ele ouve um som de passadas se aproximando. O local é pouco iluminado e não da para se ver quem se aproxima, mas ouve um pequeno luzir, e de repente, aparece uma moça loira e bastante pálida, usando um vestido vermelho justo e bastante curto. O salto do sapato dela ecoava.
A luz fraca que batia em seu rosto mostrava seus olhos esverdeados inebriantes, que foi o suficiente para que ele se apaixonasse.
Ela o olhou e sorriu carinhosamente.
Ele estava perdido.
Ela simplesmente ergue uma arma e atira no peito de Tomas, que cai automaticamente com um baque surdo no gramado.
Se aproximando do corpo, ela toma a cabeça dele entre os dedos gélidos, fazendo com que os olhares se encontrem, reconfortantes.
Ela o amava e ele a esqueceu.
Pronunciando que o ama, aperta o corpo inerte contra o peito. Do olho dela escorre uma lágrima, e dele não se pode esperar mais nada.
Há sangue por toda a parte e ela se levanta deixando o corpo ali ao chão.
Mas não importa mais, a caçada tinha acabado e o policial havia chegado.
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