sábado, 5 de janeiro de 2008

Um dia qualquer...




As bolhas flutuavam pelo recinto.


Ficavam coloridas conforme a reflexão da luminária.


O homem a olhava arrumar a bela fita de cetim em seu vestido.


Tocavam ao piano Beatles.


O homem a tirou para dançar.


A presença dele ao corpo dela fazia com que tudo em volta não existisse.


Ela olhava para o céu e fechava os olhos, deixando ele a conduzir.


A brisa traz cheiro de rosas e seus pés não tocam o chão.


As prateleiras de um supermercado nunca foram tão coloridas.


Cheio de rótulos e prazeres.


Tinha sono.


Queria voltar logo para casa e poder sonhar...


Lana gesticulava nervosamente com as mãos a demora na fila do caixa, e achava que se demorasse muito dormiria ali mesmo.


Estava muito cansada. Sairá do trabalho direto para o mercado comprar um salgado e chá gelado.


Para não ter que fazer nada para comer no jantar.


Estava achando aquilo um absurdo.


Como não tinha um caixa exclusivo para pessoas com no máximo 2 itens?


A casa bagunçada é o seu conforto.


Toma um bom banho e começa andar pela casa só de roupas intimas.


Senta ao sofá com os pés sobre a mesinha cheia de copos de chá.


A essa altura já tinha se esquecido do sono.


O filme é bom e faz ela chorar.


Até que realmente o sono é forte e faz-te dormir.


Ali mesmo no sofá.


Voltando a sua fantasia costumeira.




Procura a alma que está manchada de sangue


E encontrarás o traidor,


Mas por favor, minha senhora!


Não caia outra vez nos seus sorrisos enganadores


E nos seus olhares sufocantes


E com gestos inebriantes


Perfura-lhe o coração


Tal como ele te fez a ti em tempos…


Porque um traidor há-de ser sempre um traidor


Pois, embora seja possível limpar o sangue do seu corpo,


A sua alma há-de ficar para sempre marcada!


Vá senhora!


Apresse-se por entre estes caminhos de túlipas e begónias


E encontre a alma manchada de sangue,


A que esconde o seu verdadeiro rosto…


Vá, minha senhora!,


Antes que toque para a meia-noite,


E descobra o lobo entre cordeiros.




"Será que a morte é um voo eterno?
Se sim, não te menti quando disse que ias voarmais alto do que qualquer um..."

Nenhum comentário: